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Ricardo Eletro

Rio: Testemunhas descrevem detalhes da morte de juíza


Patrícia Acioli, da 4ª Vara Criminal de São Gonçalo, tinha 47 anos e era Conhecida pelo seu rigor contra grupos de extermínios. A magistrada foi morta com pelo menos 15 tiros Foto: Reprodução Internet
Na rua onde morava a juíza Patrícia Acioli, em Piratininga, Região Oceânica de Niterói, testemunhas traçam em detalhes o roteiro da noite trágica. O assassinato da magistrada, morta quinta-feira na porta de casa, teria sido cometido por dois bandidos em uma única moto. As testemunhas contam ainda que os criminosos não tiveram pressa para deixar o local.

De acordo com relatos, a dupla utilizava roupas escuras, capacete e uma moto preta do modelo Twister. Os assassinos teriam se escondido atrás de uma Kombi abandonada próximo à casa da magistrada para surpreendê-la quando chegasse em casa. Após efetuar os disparos, o bandido mais alto e forte teria subido na moto para manobrar e o mais baixo e franzino, voltado para efetuar mais dois disparos.
“Eles não saíram correndo. Logo depois chegou o filho dela, que viu a moto saindo. Na hora tinha um carro passando e as pessoas acharam que tivesse relação”, conta testemunha. “Já conversei com pelo menos três pessoas e todos contam a mesma história”.
Policiais da Divisão de Homicídios passaram o dia de ontem colhendo depoimentos de parentes e vizinhos da juíza, morta na porta de casa | Foto: Fábio Gonçalves / Agência O Dia

Segundo o jornalista Humberto Nascimento, primo de Patrícia, a família suspeita que o crime tenha sido cometido por pessoas que ainda seriam julgadas pela magistrada. Apesar dos relatos, as informações oficiais sobre o crime continuam desencontradas. Presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros, desembargador Nelson Calandra chegou a afirmar ontem que 12 pessoas estariam envolvidas no assassinato. Depois, explicou que era apenas uma suposição. “Este é o número que eu ouvi falar. Mas o que sabemos é que foram pelo menos duas pessoas”, se consertou.

Polícia Civil mantém o silêncio

A Chefe de Polícia Civil, delegada Martha Rocha, esteve na tarde de ontem com o titular da Divisão de Homicídios, Felipe Ettore, para acompanhar a investigação do assassinato da juíza. O encontro durou duas horas e, ao sair de lá, a delegada afirmou que “este momento é de silêncio para a polícia”. “É hora de trabalhar e analisar todas as informações”, garantiu.

Até a noite de ontem, 18 pessoas foram ouvidas pelos investigadores, entre eles o ex-companheiro de Patrícia, o PM Marcelo Poubel. Pelo menos 20 agentes trabalham em busca de pistas dos assassinos.

Mais de 50 ligações

Até a tarde de ontem, o Disque-Denúncia (2253-1177) já havia recebido mais de 50 ligações com informações sobre a execução da juíza. O coordenador do serviço, Zeca Borges, elogia a colaboração da sociedade. “Estamos recebendo, além de denúncias, ligações demonstrando indignação”, disse.

Amanhã, um suspeito, o policial civil Luiz Jason Tosta Pereira, será julgado, às 13h, no Fórum onde a juíza trabalhava, em São Gonçalo. O 7º BPM (São Gonçalo) vai reforçar o policiamento, intensificando as rondas na área.
O Dia

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