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Ricardo Eletro

Sangue vira arma para antidoping no atletismo

A Iaaf (entidade que rege o atletismo mundial) anunciou nesta quinta-feira que fará exames de sangue em todos os atletas que competirão no Mundial de Daegu, a partir do dia 27.
Mais do que uma atitude sem precedentes, a decisão significa um avanço em uma nova direção no antidoping. As amostras que serão coletadas na Vila dos Atletas a partir do dia 18 vão ser analisadas primeiramente na Coreia do Sul e, após o Mundial, irão para Lausanne (SUI), onde passarão por mais testes.
Essas análises serão feitas para a formação de um banco de dados que será base para a elaboração dos passaportes biológicos dos atletas.
"Com o perfil hematológico será possível criar parâmetros e monitorá-los", afirmou o médico Thomaz Mattos de Paiva, presidente da Anad (Agência Nacional de Combate ao Doping) da Confederação Brasileira de Atletismo.
O objetivo principal do passaporte biológico não é detectar a presença de substâncias dopantes ou o uso de métodos proibidos --como manipulação sanguínea--, já feitos pelos tradicionais testes.
O passaporte pode provar essas ilegalidades por meio de alterações anormais detectadas no perfil do sangue de cada competidor, mesmo sem ele apresentar a substância. "Se houver uma alteração não condizente com o perfil do sujeito, e ele não provar como se deu, será considerado infrator", afirma Paiva.
"Acho superlegal. As dificuldades para os atletas que usam alguma substância ou método ilegal estão aumentando", afirmou o treinador-chefe da seleção brasileira, Ricardo Antonio D'Angelo.
A Iaaf afirma que será a primeira vez que cerca de 2.000 atletas de elite competindo em um grande evento serão submetidos a exame de sangue ao mesmo tempo.
Além de fornecer dados para o passaporte, as análises rastrearão EPO (eritropoietina) e doping sanguíneo, comuns em provas de resistência, e esteroides e hormônio de crescimento, mais usuais em provas de força.
Após o anúncio da Iaaf, atletas da elite comentaram que devem aparecer várias lesões e desistências antes da competição sul-coreana. D`Angelo tem a mesma impressão.
"Com certeza, muita gente deve se machucar". Também devem ser feitas 500 coletas de urina, durante e fora do evento em Daegu.

Com agências de notícias 

FERNANDO ITOKAZU
DE SÃO PAULO 
Folha

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