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Ricardo Eletro

Cerca de 40% da carne consumida na Bahia é clandestina


Cerca de 40% da carne consumida na Bahia é clandestinaCerca de 40% da carne bovina consumida na Bahia é oriunda de abate clandestino, segundo o presidente do Sindicato das Indústrias de Carnes e Derivados do Estado da Bahia (Sincar), Júlio Farias. “O abate clandestino é um problema nacional. A situação passa pela conscientização do consumidor. No interior é um hábito o consumo de carne verde, não resfriada. Em supermercados e açougues a carne é certificada. É preciso compreender que a carne abatida em frigoríficos oficiais tem maior valor agregado. O governo da Bahia tem feito ações, através da Secretaria de Agricultura, mas a fiscalização vem da vigilância sanitária que é feita pelas prefeituras do interior, portanto os prefeitos precisam nos apoiar”, diz. 
 
O presidente reitera que existem hoje 26 abates oficiais em funcionamento e mais seis prestes a entrar em operação. Eles estão distribuídos por Feira de Santana, Simões Filho, Serrinha, Juazeiro, Santo Antonio de Jesus, Alagoinhas, Jequié, dentre outros locais. “A carne abatida em um frigorífico oficial custa 50% a mais que a clandestina. As vísceras saem a R$ 90, ao passo que no clandestino ficam a R$ 40. O couro do oficial sai a R$ 60 e no clandestino a R$ 20. Compete aos prefeitos promoverem adequação nos mercados municipais, e aumentar a fiscalização sobre a carne abatida em seus municípios”, alerta. Júlio Farias cita que em municípios como Camaçari, Candeias e Alagoinhas, há registros de abate clandestino.
Tribuna da Bahia.

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