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Ricardo Eletro

Oxi pode matar 30% dos usuários em apenas um ano

Por UNIAD
Fantástico - Rede Globo.
Uma droga mais devastadora do que o crack invade as ruas das cidades por todo Brasil.
O crack apareceu nos anos 80 nos Estados Unidos. Nós não tomamos nenhuma medida preventiva. Sequer educamos as crianças. O que aconteceu? A primeira cracolândia se estabeleceu em São Paulo e a droga se espalhou pelo Brasil inteiro. As estimativas são de que existam 1,2 milhão de usuários de crack pelo país. É uma epidemia. Agora surge o oxi. Uma preparação mais bruta, mais barata da cocaína e ainda mais destruidora do que o crack. É difícil prever o que vai acontecer? Nós vamos assistir passivamente à disseminação do oxi pelo Brasil inteiro? Nós não vamos fazer nada?


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“O oxi é um tipo de crack adulterado. Fundamentalmente todos eles vêm da pasta base de cocaína. É fundamentalmente você colocar nesta pasta base ou querosene, ou gasolina ou cal. E você vai transformar de uma forma muito tosca, com uma tecnologia muito tosca, um subproduto do crack, mais adulterado, que tem as características de ser mais barato, mais poderoso, e mais de fácil acesso para o usuário”, explica Ronaldo Laranjeira, psiquiatra da Unifesp.

O oxi entrou no Brasil há sete anos pelas fronteiras que o Acre faz com a Bolívia e o Peru. Ficou restrito ao norte do país até este ano, quando se espalhou por diversos estados. A primeira apreensão de oxi na cidade de São Paulo foi em março deste ano de 2011. É possível que o oxi já existisse antes?

“Eu acredito firmemente nisso. É muito provável que esse produto já estivesse em circulação pelo menos naquela região da cracolândia há mais tempo”, acredita Wagner Giudice, diretor do Denarc.

Quando você fuma o oxi, o querosene provoca náuseas, vômitos, tosse, sensação de sufocamento, tremores e até convulsões. Os vapores de cal irritam os olhos, provocam perda parcial da visão e cegueira. O oxi queima por onde passa. Boca, garganta, brônquios e pulmões ardem. Você pensa que está fumando cocaína, mas na verdade está se envenenando com querosene e cal.

“Quando ele vai ser queimado fica o resíduo da não queima de parte da querosene. A fumaça que sai é a fumaça que vai ser inalada. Querosene, cal. E nós temos o resíduo que sobra, uma espécie de uma graxa. O cheiro de combustível pela queima do querosene. A sobra é esse líquido oleoso, conhecida como oxi ou oxidado porque ele fica realmente oxidado”, explica um delegado.

“Eu acredito que o oxi pode alcançar muito rapidamente os consumidores de crack. O crack alcançou mais de 90% das cidades brasileiras por ser uma droga conhecida como barata. O oxi é mais barato do que o crack”, acredita Wagner Giudice, diretor do Denarc.

“Fizeram uma pesquisa de um ano com cerca de cem usuários e constataram que, em um ano, 30% desses usuários acabaram morrendo em razão dos efeitos dessa droga lá no Acre. Hoje, o oxi chega em uma zona onde o pessoal já está com graves problemas de saúde. A maioria dos que estão na Cracolândia sofre de AIDS, sofre de tuberculose, e, por incrível que pareça, sarna, em razão da promiscuidade que eles estão vivendo. Então o oxi entrando em um campo desses realmente vai causar mais malefícios”, alerta Reinaldo Corrêa, delegado do Denarc.

Marcos Antônio é um usuário de oxi e crack em tratamento. A dependência o fez roubar objetos da família e morar na Cracolândia.

“Passei três noites lá. Eu vi crianças de 7 anos de idade na fissura, ameaçando pessoas para dar um trago. Por ele ser muito barato, está entrando como uma avalanche no mercado. Lá na Cracolândia você compra trago por R$ 0,50. A gente se sente uma escória, a gente se sente um verme ali”, conta Marcos. “Vi que eu precisava me internar no momento em que vi meus filhos abandonados. Tenho duas filhas adolescentes.”

Uma droga devastadora como o oxi destruirá um número incalculável de usuários e famílias. Dependência química não é caso de polícia. É doença que precisa ser enfrentada com medidas preventivas e assistência médica para tratamento dos dependentes. Estamos diante de uma tragédia anunciada: o oxi. Ainda dá tempo para reagir.






Polícia apreende droga no sul da Bahia e suspeita que seja oxi

Natureza da substância será avaliada por perícia nesta segunda-feira (23).
Um jovem foi flagrado com 40 pedras suspeitas na manhã de domingo (22).

A polícia suspeita de mais uma apreensão da droga oxi no  município de Ilhéus, sul da Bahia. Desta vez, mais de 40 pedras da suposta droga, além de crack, estavam em posse de dois adolescentes, flagrados na manhã de domingo (22). A polícia irá encaminhar a substância para a capital baiana para confirmar sua natureza. Segundo um agente, as características se confundem com as do crack. Caso se confirme, esta será a segunda apreensão de oxi no município de Ilhéus nos últimos quinze dias.
Casos anteriores
A primeira apreensão aconteceu na noite de terça-feira (10), em Itapetinga, a 552 km de Salvador. Um jovem de 23 anos foi preso com 86 pedras pequenas, guardadas em um saco. Na ocasião, o suspeito disse já ter consumido cerca de 20 pedras da droga. O penúltimo caso ocorreu em Ilhéus, sul da Bahia, no último dia 17. A Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) divulgou a apreensão de 35 pedras da droga, encontrada com um suspeito de 22 anos.
Especialistas informaram que o oxi é capaz de viciar nas primeiras vezes em que é consumido. A droga foi encontrada pela primeira vez na região da 'Cracolândia', em São Paulo, além de ter sido encontrada no Rio de Janeiro, no Paraná e em Minas Gerais. Do G1 Bahia.

Jacobinense Giomar é tetra em Goiânia e Sueli Aparecida vence com récord

Goiânia (GO) - O Circuito de Corridas CAIXA 2011 começou em grande estilo neste domingo em Goiânia. A prova de 5 e 10 Km teve recorde de participantes - 2.000 corredores - e do tempo do feminino, com a atleta de Jataí, no interior de Goiás, Sueli Pereira da Silva, que marcou 34min47, vinte segundos a menos do que Marizete Moreira no mesmo percurso em 2009. O baiano Giomar Pereira da Silva completou os 10 km em 30min23, ficando 29 segundos acima do seu recorde, obtido em 2009. Em compensação, marcou a quarta vitória na cidade e a 18ª nos oito anos do Circuito CAIXA.
A prova de Goiânia foi muito equilibrada e contou com quase 50 corredores de Elite, no masculino e feminino. Os dois grupos tiveram desempenho parecido. No feminino, a queniana Nelly Jepkurui forçou o ritmo a partir da metade do percurso e foi seguida por Sueli Pereira da Silva. Faltando dois quilômetros para o final, a brasileira surpreendeu a adversária e abriu boa vantagem. Cruzou a linha 25 segundos à frente de Nelly para marcar a primeira vitória em Goiânia.
A próxima etapa do Circuito CAIXA será em Belo Horizonte, no dia 29 deste mês. Depois, o Circuito dá uma parada de dois meses para retornar em agosto, com mais nove etapas até novembro.
Fonte: www.varzeanovabasports.blogspot.com