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Ricardo Eletro

Toma lá, dá cá

 
As exigências particulares sobrepõem às reais necessidades coletivas existentes. O adágio popular, ‘farinha pouca, meu pirão primeiro’ é uma prática constante e que infelizmente prevalece justamente em momentos onde o todo deveria ser a parte principal. O verbo na primeira pessoa do singular ecoa numa espécie de ladainha, e o que é pior e deprimente, por quem foi ou é concedido o poder de representação.
Um sentimento de fragilidade, misturado com traição impera pela falta de testemunho de mudanças esperadas. Uma espécie de letargia política tem corroborado para tal. Enquanto os investimentos públicos não chegam, o povo é tratado sarcasticamente com o início de um ‘leilão eleitoral’ onde as atenções estão voltadas exclusivamente para as aplicações na ‘bolsa de valores de apoiadores’. Persistindo em práticas coronelistas, os ‘favores’ prestados e o tamanho da barganha, que varia de acordo a quantidade de seguidores e até mesmo da afiação da língua, têm variação de preço.
A falta de consciência política, talvez existente ainda por conta do desconhecimento do grande poder que detém - o de colocar e tirar após suas escolhas não condizerem com qual foram delegadas serem testadas - transforma indiretamente o eleitor em um corruptor em potencial, vítima da inocência e da praxe em confiar em falsas e corriqueiras promessas.
O valor recebido pelos que aprovam práticas abomináveis na política é o principal responsável pelo pagamento da falta de ações elementares, capazes de transformar a história de um povo.

O que pode fazer hoje, não se deixa para amanhã.

Forte é o povo!

“Deus condena o pecado, mas ama o pecador” (Jr. 30:12-22)

Gervásio Lima

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