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Ricardo Eletro

Especialistas criticam uso de arma de fogo pela Guarda Municipal

O uso de armas de fogo por guardas municipais, aprovado em um convênio assinado com a Superintendência Regional da Polícia Federal nesta quarta (14), gera controvérsias entre especialistas em segurança pública. O coronel Antônio Jorge Ferreira, professor e pesquisador do Programa de Gestão, Pesquisas e Estudo de Segurança Pública (Progesp) da Ufba, acredita que apesar da legalidade quanto ao armamento, o órgão municipal está queimando etapas.
“Não discutimos a legalidade, mas a necessidade do uso de armas de fogo. Em discussões sobre o assunto com representantes da prefeitura, percebi que eles (os guardas municipais) não se sentem funcionários públicos sem uma arma na cintura”.

Ele defende a ampliação do uso de armas não-letais. “Poderiam usar a Taser, o expandidor de gás, entre outros, mas existe uma cultura da arma de fogo. A orientação é para que não cometam esse erro ou, então, usem balas de borracha”, diz Ferreira.

O coronel ressalta que a Guarda Municipal pode assumir o mesmo papel da polícia. “O condicionamento físico e a defesa pessoal foram deixados de lado. Agora, tudo é arma de fogo. Se usar da mesma forma que a polícia, será apenas polícia e não vai poder criar uma maior aproximação com a sociedade”.
 
Bizu de Praça.

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