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Ricardo Eletro

Toma lá, dá cá

 
As exigências particulares sobrepõem às reais necessidades coletivas existentes. O adágio popular, ‘farinha pouca, meu pirão primeiro’ é uma prática constante e que infelizmente prevalece justamente em momentos onde o todo deveria ser a parte principal. O verbo na primeira pessoa do singular ecoa numa espécie de ladainha, e o que é pior e deprimente, por quem foi ou é concedido o poder de representação.
Um sentimento de fragilidade, misturado com traição impera pela falta de testemunho de mudanças esperadas. Uma espécie de letargia política tem corroborado para tal. Enquanto os investimentos públicos não chegam, o povo é tratado sarcasticamente com o início de um ‘leilão eleitoral’ onde as atenções estão voltadas exclusivamente para as aplicações na ‘bolsa de valores de apoiadores’. Persistindo em práticas coronelistas, os ‘favores’ prestados e o tamanho da barganha, que varia de acordo a quantidade de seguidores e até mesmo da afiação da língua, têm variação de preço.
A falta de consciência política, talvez existente ainda por conta do desconhecimento do grande poder que detém - o de colocar e tirar após suas escolhas não condizerem com qual foram delegadas serem testadas - transforma indiretamente o eleitor em um corruptor em potencial, vítima da inocência e da praxe em confiar em falsas e corriqueiras promessas.
O valor recebido pelos que aprovam práticas abomináveis na política é o principal responsável pelo pagamento da falta de ações elementares, capazes de transformar a história de um povo.

O que pode fazer hoje, não se deixa para amanhã.

Forte é o povo!

“Deus condena o pecado, mas ama o pecador” (Jr. 30:12-22)

Gervásio Lima

Empresa de transportes São Luiz/Falcão Real, um verdadeiro desserviço

Falta de respeito, assim se resume o tratamento oferecido pela empresa de transportes São Luiz/Falcão Real aos seus clientes/passageiros, que agindo de modo acintoso, tem cobrado por serviços que não existem. Além de disponibilizar veículos desconfortáveis, a empresa cobra passagens com preços de serviço executivo e na verdade oferece nos seus ônibus apenas o ar condicionado, chamado por outras empresas que se respeitam de ‘Convencional com Ar’, já que o ar condicionado é um ‘item de série’ e não um serviço especial.
Destinos como Salvador x Juazeiro, Salvador x Senhor do Bonfim, Salvador x Jacobina, ou vice-verso, com viagens com duração de mais de 10 horas, os passageiros são obrigados a passar por verdadeiros apertos, literalmente, em ônibus com poltronas totalmente desconfortáveis e sem opções de bordo. Isso tudo aliado a sujeira do interior, dos banheiros fétidos e do barulho ensurdecedor.
Se comparada a outras empresas, a São Luiz (ou a Falcão Real, como quiser chamar), é notório desserviço prestado. Apenas para comparar, a Viação Camurujipe, empresa considerada de excelência, disponibiliza ar condicionado em praticamente todos os seus serviços convencionais. Em viagens realizadas à noite, o passageiro do Executivo ou Semi-Leito, além de ter acesso a monitor de TV e a rádio em suas poltronas, recebe fone de ouvido e uma espécie de cobertor para se agasalhar. O valor da passagem no Semi-leito (de verdade), entre Salvador x Vitória da Conquista, num trecho de 520 quilômetros de distância, custa R$ 80,00 (oitenta reais), enquanto, no mesmo tipo de serviço “Semi-Leito” prestado pela São Luiz, entre Salvador x Senhor do Bonfim, num trecho de 380 quilômetros, o valor da passagem é de R$ 79,54 (setenta e nove reais e cinqüenta e quatro reais); ou seja, mesmo sendo 140 quilômetros mais próximo e sem oferecer os mesmos ‘serviços de bordo’, o preço é o mesmo.
No ‘serviço Executivo’ da São Luiz, não existe nem monitor de TV. Os veículos adquiridos recentemente, que são utilizados como “semi-leitos” igualam-se aos convencionais em termos de conforto, ou seja, praticamente nenhum.
É necessária, urgentemente, uma ação por parte da agência reguladora dos transportes da Bahia e até mesmo do Ministério Público, contra o desserviço prestado há décadas por este grupo que monopoliza o transporte de passageiros em diversos trechos rodoviários do Estado.

Gervásio Lima da Silva, Jornalista