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Ricardo Eletro

Itabuna, na Bahia, já registrou mais de 3 mil casos de dengue em 2012



Moradores tentam se proteger cobrindo ralos, evitando água parada.
Pneus velhos com água são ambiente para reprodução de mosquito.


Nos três primeiros meses de 2012 já foram registrados três mil casos de dengue no município de Itabuna, no sul da Bahia.
Há pouco mais de quinze dias, Armando se mudou para o novo apartamento. Ele se preocupou em cobrir os ralos com plástico e para a decoração escolheu plantas que não precisam ser regadas com frequência justamente para evitar água parada. Ainda assim teve dengue. Para ele a explicação pode estar do outro lado da rua.
"Fui no hospital, foi feito exame de sangue, onde foi confirmado que minhas plaquetas estavam baixas e eu fiquei uma manhã e parte da tarde sendo medicado", conta Armando Macedo, pastor.
Na sede da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano há vários pneus espalhados. Alguns cobertos com plástico, outros não. Segundo o secretário José Alencar, não há um lugar mais adequado para armazenar os pneus, mas de acordo com ele, a Secretaria de Saúde faz visitas constantes ao depósito.
"Essas providências estão sendo tomadas e quando a demanda é muito grande a gente solicita o pessoal de Feira de Santana, que é quem recicla", diz José Alencar, secretário municipal de Desenvolvimento Urbano.G1

Brasil assina declaração sobre a violência contra jornalistas

 

Na declaração é reafirmada a importância da liberdade para debate público, para formação de valores democráticos e para fiscalização das autoridades.

   No Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, associações de jornalismo de seis países, incluindo o Brasil, divulgaram uma declaração sobre a violência contra profissionais da área na América Latina.
Executado com tiros a queima roupa num restaurante em São Luis, o jornalista Décio Sá, de 42 anos, tinha um blog e era repórter do jornal "O Estado do Maranhão". Foi o 4º jornalista assassinado este ano no país. Em 2011, foram 29 mortes em toda a América Latina, 1/3 do total mundial.
A violência contra jornalistas foi um dos motivos que levaram associações que representam a imprensa no Brasil e em outros cinco países da região a formalizar a "Declaração de Santiago sobre a liberdade de imprensa na América Latina". O documento foi divulgado nesta quinta-feira (3), Dia Mundial da Liberdade de Imprensa.
Na declaração é reafirmada a importância da liberdade para o debate público, para a formação de valores democráticos e para a fiscalização das autoridades por parte dos cidadãos. O documento diz ainda que alguns governos de origem democrática têm práticas autoritárias e buscam instaurar uma cultura de intolerância em relação à imprensa, o que incentiva agressões contra meios de comunicação e jornalistas.
"O que essa declaração busca é chamar atenção das pessoas, das sociedades desses países, pra importância da liberdade de imprensa não apenas para os jornais e os jornalistas, mas para todos nós", diz o diretor-executivo da ANJ, Ricardo Pedreira.
No fim de março, o Brasil votou contra a implantação imediata de um plano das Nações Unidas para a proteção de jornalistas. Nesta quinta-feira em Brasília, a secretária de Direitos Humanos, Maria do Rosário, da secretaria de Direitos Humanos, discutiu com representantes de empresas de comunicação e associações do setor a federalização de crimes contra jornalistas.
"Esses crimes contra os jornalistas, contra os comunicadores, são crimes contra a democracia, são crimes contra a sociedade, são crimes também contra os direitos humanos”, diz a secretária.http://g1.globo.com/jornal-da-globo