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Ricardo Eletro

Pra frente Brasil

Desacreditada por muitos, tendo inclusive sua capacidade de disputa vitimada todo o tempo por diversos críticos esportivos, sejam profissionais e, ou, os milhões de torcedores travestidos de técnicos, a seleção brasileira chega para a Copa do Mundo com o peso e o difícil papel de ser a anfitriã do maior evento futebolístico do planeta.
E o Brasil chegou bem, em todos os aspectos. Ao contrário do que se profetizava antes de começar o torneio, a Copa do Mundo do Brasil tem recebido mais elogios do que críticas. O povo do bem recebeu e tratou os visitantes com seu estilo peculiar, receptivo, acolhedor.
A turma do quanto pior melhor não conseguiu que seus intentos negativos e deploráveis sucumbissem a beleza e emocionante prática esportiva das mais populares do mundo e principalmente do Brasil, o futebol. Como disse o doutor em Antropologia Social pela USP, Luiz Henrique de Toledo, um dos principais pesquisadores ligados à temática esportiva, “o futebol é o único esporte no Brasil que transcende os limites espaciais e temporais do ritual esportivo (as partidas em si), tornando-se um fato da sociedade”. Para Luiz Toledo, o futebol pode ser entendido como esporte, jogo e espetáculo.
O que o antropólogo coloca é um fato facilmente percebível a partir de uma simples pelada de várzea a campeonatos oficiais valendo os mais diversos títulos, em todos os cantos do país. É mais que natural o sentimento de dor e tristeza quando algo acontece alheio às nossas vontades. Natural também é a derrota. Mesmo não sendo normal em alguns casos, é parte integrante de uma disputa. Como cantou Claudia Barroso, “A vida é mesmo assim, alguém tem que perder pra outro entrar no jogo...”
O Brasil ficar de fora da disputa do título mundial de futebol mexeu com os brios dos brasileiros assim como em outras cinco oportunidades em que sua seleção venceu este mesmo mundial mexeu com os brios da população dos países que ficaram como os vice-campeões. A humildade tem que vir primeiro que o orgulho; não poderemos esquecer que ainda somos o único penta campeão das copas do mundo.
Parabéns mais uma vez para a Seleção Brasileira pela excelente campanha. Indo de encontro ao ranking da Fifa quando o Brasil durante quatro anos, desde a penúltima Copa, em 2010, nunca apareceu entre as quatro melhores seleções mundiais, os brasileiros chegam novamente a uma semifinal.
Em 20 edições de Copa do Mundo, a Seleção Brasileira chega à sua 12ª. Semifinal. A equipe canarinho foi campeã em 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002. Os vices vieram em 1950 e 1998. O time ficou com o terceiro lugar em 1938 e 1978, e a quarta colocação em 1974. A única seleção que chegou mais vezes às semifinais que o Brasil é a Alemanha, que terminou em 12 Copas entre as melhores.
Atribuir a não presença da seleção brasileira na final da Copa à política é no mínimo insensatez. Os que disseram que a Copa estava comprada para influenciar no resultado da eleição deste ano esqueceram-se de avisar para os jogadores da Alemanha.
Muitos nunca alcançaram os seus objetivos porque nunca aprenderam que o fracasso é um estimulo para começar de novo.

Gervásio Lima.
Jornalista e historiador.

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