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Ricardo Eletro

Fiscais resgatam trabalhadores escravizados em carvoarias de Goiás

Brasília - Fiscais do Ministério do Trabalho resgataram 69 trabalhadores em situação análoga à escravidão em 11 carvoarias de Goiás. A operação da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do estado foi desencadeada após denúncia de tentativa de homicídio de um trabalhador.
Os carvoeiros eram trazidos irregularmente de Minas Gerais, não tinham registro e nenhum direito trabalhista, como descanso semanal remunerado, férias ou décimo terceiro salário. Nas carvoarias, as condições de trabalho e moradia eram precárias. Não havia água potável e alguns alojamentos foram erguidos em galpões de pau-a-pique, com teto de lona e piso de chão batido. Os fiscais também constataram a falta de instalações sanitárias nos locais de trabalho e nos alojamentos.
O esquema de exploração dos trabalhadores, coordenado por uma família, funcionava havia mais de seis anos, de acordo com o Ministério do Trabalho. Os trabalhadores eram aliciados para atividades que iam do desmatamento do Cerrado para produção de carvão à entrega do produto para siderúrgicas em Minas Gerais. De acordo com os fiscais, não eram fornecidos equipamentos de proteção individual (EPI) para execução de atividades como corte, carregamento e transporte de madeira e para o trabalho nos fornos.
Os empregadores terão que pagar R$680 mil em indenizações rescisórias aos trabalhadores resgatados. Cerca de R$200 mil foram pagos e o restante será cobrado em ação coletiva movida pelo Ministério Público do Trabalho contra os produtores de carvão e contra os fazendeiros onde as carvoarias estavam instaladas. Os empregados resgatados irão receber três parcelas do seguro-desemprego, de um salário mínimo cada.
Na última sexta-feira (29), o ministério divulgou a nova versão da chamada lista suja do trabalho escravo, que agora tem 251 nomes. Em seis meses, 48 nomes foram incluídos na relação mantida pelo governo federal e cinco foram excluídos.

Luana Lourenço
Repórter da Agência Brasil

Garota era molestada pelos próprios irmãos


Uma adolescente de 11 anos denunciou à Delegacia Territorial (DT) da  cidade de Iaçu, a 271 Km de Salvador, que sofria violência sexual dentro de casa. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (1º) pela Polícia Civil.

A garota era abusada sexualmente pelos próprios irmãos, de 15 e 29 anos, desde os nove anos. Ela dividia com os irmãos um cômodo no casebre da família, no bairro Biadeira.  O pai é trabalhador rural e a mãe sofre de distúrbios mentais.


A vítima procurou pelo delegado titular de Iaçu, Renato Fernandes, na sexta-feira, estava  acompanhada do pai e do irmão mais velho, Noel Couto Nascimento. Ele ficou enciumado pelo fato de a garota também estar sendo molestada pelo irmão mais novo e por isso ofereceu-lhe R$ 30,00 para que o denunciasse. Diante da autoridade policial, a menina decidiu revelar com detalhes a violência que sofria há dois anos na própria casa, sem que os pais percebessem. Ela declarou que começou a ser abusada por Noel aos nove anos de idade, tendo o irmão mais novo sido influenciado por ele, passando também a atacá-la freqüentemente, no quarto que dividiam.


Noel Couto, que já teve a prisão preventiva solicitada à Justiça, foi indiciado em inquérito policial por estupro de vulnerável. O outro agressor foi encaminhado ao Ministério Público, devendo cumprir medidas sócio-educativas.


Exame pericial constatou que a menina vinha sofrendo violência sexual. Ela terá acompanhamento psicológico. O delegado orienta a comunidade de Iaçu a denunciar a ocorrência de crimes semelhantes ou qualquer outro delito através do telefone (75) 3325-2025.

A tarde.