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Ricardo Eletro

Correios chamará mais 3 mil concursados devido à greve

Greve dos funcionários dos Correios já tem seis dias úteis

Público realizado em maio para tentar minimizar os efeitos da greve dos trabalhadores da estatal que já dura uma semana. "A população precisa ser atendida. Estamos acelerando a contratação dos concursados", afirmou Wagner Pinheiro, presidente dos Correios.
Esse contingente de aprovados, segundo Pinheiro, já realizou os testes físicos e assumirá suas funções o mais breve possível. Vão se somar a outros 2,2 mil empossados recentemente, que assumiram funções administrativas na estatal. Funcionários com mais experiência, por sua vez, foram deslocados para a área operacional.
A estatal também quer autorização do Departamento de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (DEST), do Ministério do Planejamento, para ampliar as 9.190 vagas autorizadas para o concurso realizado em maio. "Vamos consultar o limite que podemos ir além (disso)", afirmou Pinheiro.
Assim como no fim de semana anterior, haverá outro mutirão no próximo final de semana para fazer a triagem e entrega de cartas, que já equivalem a dois dias de acúmulo de correspondências. Já são seis dias úteis de paralisação. "Vamos ter mutirão de novo para fazer a triagem e entrega e cartas, tendo findada ou não a greve", disse o executivo.

"Queremos pedir a compreensão da população porque queremos minimizar os transtornos", ressaltou. A adesão à greve, segundo Pinheiro, manteve-se em 24% do total de trabalhadores e 40% dos carteiros. Os Correios aguardam uma contraproposta dos trabalhadores para que as negociações sejam retomadas.

 Agência A tarde.

Veja o que mudou com os 5 anos da Lei Maria da Penha

Há 5 anos a Lei Maria da Penha (11.340) entrou em vigor e já é apontada por seus operadores como o marco divisor em relação a violência doméstica no país. Antes dela, não haviam garantias de segurança para a vítima da violência que optasse pela denúncia e as penas impostas aos acusados eram brandas. Somente em uma das 2 Varas Especializadas em Violência Doméstica de Cuiabá, neste período foram concedidas 2.823 medidas protetivas urgentes para as vítimas de agressões. Outros 67 agressores tiveram decretadas suas prisões preventivas e crianças e adolescentes também foram alvo de 167 medidas protetivas, em razão da violência em seus lares.
Apontada como uma lei que veio para proteger a família, ela atua com maior rigor e tirou a mulher da situação de subserviência fazendo com que buscasse seu direito. Possibilita acesso a medidas protetivas e programas que dão apoio a ela e aos filhos.Uma das maiores vantagens apontadas é o fato da vítima não precisar contratar advogados. Basta que procure uma unidade policial, relate as agressões e peça a proteção ao estado. Já, na fase judicial, a vítima tem acesso ao processo e fazer ela mesmo o acompanhamento, sem necessidade de intermediação.
Apesar deste quadro a violência persiste. No município de Várzea Grande, por exemplo, cidade com pouco mais de 250 mil habitantes, teve instaurados desde 1º de janeiro deste ano 370 inquéritos, sendo que 80 % do total é relativo a violência doméstica, informou a delegada Juliana Palhares, adjunta da Delegacia de Defesa dos Direitos da Mulher, Criança e Idoso. Mais de uma denúncia por dia.
Na opinião da delegada, a lei veio para romper um ciclo de violência, que vinha se repetindo. Ela acredita que as novas gerações, a partir das medidas impostas pela lei, não repetirão com as esposas e filhos a violência que presenciaram em casa. “A lei vê a família onde a violência ocorre como doente. Busca tratar tanto vítima e agressor, já que ele na grande maioria das vezes volta para o seio da família”, aponta a delegada. Na opinião dela, é importante que cada vez mais as políticas públicas avancem, buscando programas de apoio para vítimas e agressores, principalmente em relação a acompanhamento psicológico.

Silvana Ribas, especial para o GD