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Ricardo Eletro

Jacobina: Morte anunciada dos dois rios do Ouro e Itapicuru-Mirim

Os rios do Ouro e Itapicuru-Mirim, que cortam o centro de Jacobina, estão praticamente mortos.
Enquanto eles estão sendo sufocados pelo esgotamento sanitário e pelo assoreamento, os políticos dormem em berço esplêndido.
As tais obras da rede de esgoto de nada adiantaram e os detritos líquidos e sólidos continuam sendo jogados em seu leito todos os dias.
Até os ambientalistas de plantão permanecem em preocupante silêncio.
Pelo menos não temos sentido sua atuação, barulho, nenhum protesto, nenhuma manifestação pública capaz de chamar a atenção do Ministério Público e da Justiça.
A prefeita tem feito o serviço mais fácil: limpar e roçar as margens, a gramínia, a erva daninha, isto é, cuidando apenas da aparência.
Quem passa por ali e vê homens da Prefeitura roçando e retirando a sujeira de seu leito, até imagina que algo está sendo feito.
Trata-se apenas de serviço superficial, não se tocando na ferida.
Os dois rios jacobinenses já foram cantados em verso e prosa nas obras literatárias do compositor Jacobina, alcunha de Waldemar Ramos de Oliveira, da professora Doracy de Araújo Lemos, do cordelista João Bosco e de tantos outros artistas da escrita e da música.
Hoje esses artistas jacobinenses não têm a mínima inspiração para retratar os rios do Ouro e Itapicuru-Mirim, que estão cada vez mais fétidos, mais sólidos, mais impregnados pelos poluentes que caem, às toneladas, todos os dias em seus leitos.
Com a seca inclemente que atinge Jacobina, suas águas estão praticamente paradas, sem correnteza, tornando-se abrigo ideal para o mosquito da dengue proliferar à vontade diante das barbas e do batom das autoridades locais, que fingem que o problema não existe.
Alguma coisa precisa ser feita com a máxima urgência, pois, do contrário, os rios do Ouro e Itapicuru-Mirim vão virar apenas fotos de arquivo e citações em verso e prosa nos livros escritos por nossos sonhadores poetas e poetisas.
Neste momento em que você está lendo este artigo, o esgoto está sendo jogado no leito deles, sem parcimônia, sem controle, através de canalizações arcaicas, enquanto a propaganda oficial fala em respeito ao meio ambiente.
Eles estão morrendo, é fato, mas nem tudo está perdido; ainda há tempo para salvá-los.
Basta ter boa vontade, compromisso, responsabilidade e, sobretudo, amor.
Opinião do leitor: Ainda tem demagogo que alimenta a ideia de que Jacobina é cidade turística. O pior cego é aquele que tem olhos, mas não enxerga. Saudações. Dayvid J. Sena - Professor Especialista em Língua Inglesa.

Corino Urgente.

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