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Ricardo Eletro

Operários liberam carro cimentado, mas disputa continua em BH


Veículo ficou preso pelo cimento após falta de acordo entre os proprietários do veículo e do terreno
A Saveiro que havia sido cimentada na calçada de uma avenida de Belo Horizonte foi "liberada" nesta sexta-feira, 13, mas a disputa entre vizinhos por dois metros de área pública ainda está longe de acabar. 
No sábado, 7, operários da obra de um prédio comercial cimentaram as rodas do carro porque, segundo eles, o advogado Márcio Drumond, que usa o local para revender veículos e é responsável pela Saveiro, se recusou a tirar o carro do local onde estava prevista a construção de uma calçada. Drumond diz que recorreu à Justiça ontem, por meio de uma medida cautelar, para "mostrar que a obra [do prédio] invadiu a rua em dois metros" para construir uma calçada. 
Ele pede indenização por perdas e danos. Segundo a advogada Tatiana Mafaldo, que representa a obra, a retirada do veículo foi pedida à BHTrans (empresa municipal de trânsito) e, para que isso ocorresse, os operários quebraram o cimento que envolvia as rodas da Saveiro. 
Drumond diz, no entanto, que a BHTrans esteve no local na manhã de hoje e nada pôde fazer, porque foi informada que a questão já está na Justiça. 
O local da disputa é uma rua inacabada que, por ser muito íngreme, não permite a passagem de veículos. É nesse canto de rua que Drumond expõe os carros que revende há 20 anos. 
A obra diz ter o alvará da prefeitura para a construção e, segundo o projeto, os carros estão sobre a calçada da rua inacabada, e não na via. 
A Prefeitura de Belo Horizonte informou hoje que tanto a obra quando o revendedor foram autuados: a empresa responsável pela obra por colar o veículo na calçada, impedindo sua retirada; e o advogado revendedor, por fazer da rua um ponto de venda de mercadorias. 
A BHTrans, por sua vez, informou que depende da autuação da autoridade de trânsito para retirar o veículo da calçada. 
Mas há um problema técnico que precisa ser resolvido: segundo o órgão, o reboque não teria como engatar o veículo por causa dos degraus que surgiram perto das rodas com a quebra do cimento. Folha de S. Paulo

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