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Ricardo Eletro

Pais e mães têm licença de 1 ano e 4 meses para cuidar de bebês na Suécia

Os suecos têm de graça tudo que é essencial: saúde, educação, conforto. E quando uma criança nasce, o pai e a mãe têm os mesmos direitos.

 

Um avanço no tempo e no espaço - foi assim que a equipe do Globo Repórter se sentiu chegando a Estocolmo, a capital da Suécia. Parece que o futuro já está lá há muito tempo.
Uma casa animada. Muita bagunça. E, meio perdido no meio de tanta confusão, está ele, o pai. Fredrik Frejd, professor universitário, cuida das filhas o dia inteiro. E é ele também quem faz todas as tarefas domésticas.
Frederick está de licença paternidade. Isso mesmo! Na Suécia, é assim. Este país é um modelo para o mundo. Lá, os direitos são iguais para homens e mulheres. E as conquistas sociais são uma realidade em todas as ilhas que formam a Suécia.
Os suecos têm de graça tudo que é essencial: saúde, educação, conforto. E quando uma criança nasce, o pai e a mãe têm os mesmos direitos. Um ano e quatro meses em casa para cuidar do bebê.
Detalhe: a família pode escolher a época de tirar a licença até a criança completar 4 anos. A mulher de Fredrik, Anna, não estava em casa porque ela já voltou a trabalhar. O casal tem quatro meninas.
Quando a equipe do Globo Repórter chegou na casa da família, a filha mais velha, Agnes, de 8 anos, já havia saído para a escola.
A equipe conheceu as três menores: Kerstin, de 6, Matilda, de 3 anos e meio, e a Ruth, de 1 ano e meio.
“Essa foi uma das entrevistas mais difíceis de fazer porque a Ruth não abriu mão de sair do colo do pai dela de jeito nenhum. Ela fez questão de participar de tudo, não é, Ruth?”, comentou a repórter Gloria Maria.
Globo Repórter: Por que quatro filhos?
Fredrik Frejd, professor universitário: Porque as crianças são fantásticas. E eu acho que ter filhos dá realmente um sentido à vida. Eu gosto muito. A minha mulher queria três filhos e eu disse: ‘eu quero cinco’. E então nós chegamos a um acordo: quatro. Eu acho que nós vamos parar em quatro.
Globo Repórter: O fato delas serem meninas muda? É mais fácil? É mais difícil?
Fredrik: Este é um assunto que realmente sempre está em discussão na Suécia. Aqui, é muito delicado fazer diferença entre os sexos. Inclusive entre meninos e meninas. Eu garanto que ter quatro filhas é fantástico. Eu não sei como seria se tivéssemos quatro meninos. Dizem que meninos são muito inquietos. Como eu fui criado na Suécia, eu não posso de fato entender o que é ou não é diferente, porque a igualdade entre os sexos é uma questão que levamos muito a sério. Existe, sim, diferença entre meninos e meninas, mas nós podemos ser iguais de qualquer maneira.
E, na Suécia, as diferenças entre os sexos são cada vez menores. Lá, homens e mulheres têm as mesmas oportunidades e dividem os mesmos espaços - em casa, na universidade e no trabalho.
As leis são sempre aperfeiçoadas para proteger a mulher da violência doméstica e do tráfico sexual.
A Suécia também foi um dos primeiros países no mundo a legalizar o aborto e a reconhecer o casamento de pessoas do mesmo sexo.
As crianças também têm todos os direitos garantidos: estudam de graça dos 6 anos de idade até a faculdade.
A Suécia foi o primeiro país do mundo a proibir que pais batam nos filhos.
E o que a equipe do Globo Repórter observou durante o tempo em que esteve com o Fredrik e a família dele é que eles são muito felizes. As crianças parecem crianças de bem com a vida, bem com elas mesmas, bem com o pai. É possível olhar na carinha de cada uma a felicidade. G1

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