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Ricardo Eletro

CIÊNCIAS/Cientistas descobrem nova classe de planetas 'solitários'

Corpos flutuam livremente no espaço sem sofrer influência de uma estrela
A ilustração representa um planeta do tamanho de Júpiter flutuando sozinho no espaço, sem a interferência do campo gravitacional de uma estrela
Astrônomos identificaram uma nova classe de planetas do tamanho de Júpiter flutuando sozinhos no espaço, longe da luz de uma estrela. Os cientistas acreditam que esses corpos celestes foram ejetados de sistemas planetários em desenvolvimento e podem ser mais comuns que estrelas. O estudo foi publicado no periódico Nature.
A descoberta é baseada em uma pesquisa em conjunto entre cientistas do Japão e Nova Zelândia. Os pesquisadores analisaram o centro da Via Láctea durante 2006 e 2007, revelando a existência de até 10 planetas solitários com uma massa próxima a de Júpiter. Os planetas órfãos são difíceis de encontrar e nunca foram detectados, até agora. Os novos astros estão a uma distância entre 10.000 e 20.000 anos-luz da Terra.
A descoberta é uma confirmação de previsões científicas que já apontavam para a existência de planetas solitários, flutuando livremente sem estarem presos ao campo gravitacional de uma estrela. Os pesquisadores disseram que existem muitos planetas semelhantes que não podem ser vistos – e o número estimado de órfãos seria o dobro do de estrelas. Nesse caso, só na Via Láctea seriam centenas de bilhões de planetas solitários.
Observações anteriores revelaram que vários objetos parecidos com planetas flutuando livremente no espaço tinham três vezes a massa de Júpiter. Os cientistas suspeitavam que esses corpos fossem anãs marrons, estrelas que não possuem massa suficiente para entrar em processo de combustão nuclear para brilhar.
A descoberta de 10 planetas solitários, no entanto, reforça o cenário de que os corpos teriam sido ejetados de sistemas planetários. "Se esses corpos tivessem se formado como estrelas, teríamos encontrado dois ou três em nossa pesquisa, e não 10", disse o astrônomo David Bennet, um dos autores da pesquisa. "Nossos resultados sugerem que os sistemas de planetas podem ser tornar instáveis, seja pela interação com outros sistemas ou qualquer outro motivo, resultando na ejeção de planetas do lugar de onde nascera", afirmou.
http://veja.abril.com.br

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