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Ricardo Eletro

Micareta de Jacobina poderá se transformar em ‘repelente eleitoral’

A irresponsabilidade e insensibilidade da chefa do Executivo de Jacobina atingem níveis inconcebíveis e inimagináveis para um ser humano que dispõe do mínimo de sanidade mental. Acéfala à verdadeira situação do município, seja pelas consequências da falta de chuva e pela preocupante epidemia de dengue, em seus variados tipos, a alcaide, numa demonstração clara de birra manteve a data anunciada oficialmente há pouco mais de dois meses, se não for menos, e realizará a festa de micareta da cidade.
Chega a ser imoral e indecente promover um evento com dinheiro público enquanto o município está atolado de grandes e sérios problemas de ordem social e de saúde pública. Jacobina vive atualmente um dos piores períodos de seca das últimas décadas; a falta de pastagens e principalmente de água sucumbi o já combalido rebanho pecuário do município e outras atividades rurais.
Acreditar que uma festa popular poderá mudar a opinião dos moradores de uma cidade e, principalmente, de eleitores, é subestimar a inteligência das pessoas. Fazer o que poderia ter feito nos primeiros anos de administração, idem. Depois da preocupação e o medo do pior o que acalenta é saber que o povo vem aprendendo a identificar os tiranos, diferenciar o joio do trigo e, o melhor, conhecendo inclusive o significado da palavra improbidade administrativa.
Se posicionar contra a Micareta de Jacobina seria uma espécie de blasfêmia. Melhor, mais bonita e cativante folia momesca da Bahia, sem demagogia ou bairrismo. Famosa por diversas peculiaridades positivas, a micareta é uma das maneiras literalmente festivas do jacobinense receber seus visitantes e convidados. Esquecida e até mesmo não realizada, como aconteceu na administração do então prefeito Leopoldo Passos, esposo da atual prefeita Valdice Castro, a festa também por várias vezes teve sua data modificada nos últimos anos. Manter uma data politicamente incorreta para o momento é pura ignorância, reflexo não comum para alguém que se imaginava ser um ser que tem a missão de prestar um serviço à vida, com o dom da maternidade.
Contrariando o tradicional calendário de festa de rua da Bahia, a Prefeitura Municipal decide concorrer com a maior micareta do Brasil, a da cidade de Feira de Santana, quando as mais badaladas atrações musicais baianas voltam a se encontrar após o Carnaval de Salvador. Com evento garantido na mesma data o interesse dos artistas diminui e os valores do contrato de atrações praticamente triplicam. Além da insensatez em não considerar os problemas do momento, a concorrência de data com Feira de Santana é outro agravante e instiga uma averiguação, se não uma investigação.
Aos que estarão participando da Micareta de Jacobina entre os próximos dias 19 e 22 de abril, desejamos boa sorte e boa festa. E já como não teve jeito a preocupação das autoridades de saúde da cidade com pedidos de adiamento da festa, acrescentem aos itens de prevenção (se beber não dirija, sexo segura só com preservativo e outros) o repelente contra mosquitos.
Outra dica importante, para um pouco mais para frente, mas precisamente no dia 7 de outubro deste ano: REPELE OS QUE NÃO CUIDARAM DE VOCÊ.                                                    

Gervásio Lima

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