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Ricardo Eletro

Vitória para os operários, brancos, negros ...


A reeleição do presidente dos Estados Unidos (EUA), Barack Hussein Obama, ocorrida esta semana, além de uma demonstração de reconhecimento e aprovação de uma gestão pública, é um fato histórico, uma demonstração de nação emancipada democraticamente de fato, sem preconceitos e, ou, quaisquer outras formas de discriminação por conta de raça, gênero, etnia e outros. Obama se reelegeu graças aos mesmos grupos de 2008: mulheres, negros, latinos e jovens.
Depois de pouco mais de cinco décadas do fim oficial da segregação racial (os negros eram considerados inferiores intectual e moralmente), do chamado ‘apartheid estadunidense’, quando os afro-americanos sofriam toda espécie esdrúxula de discriminação, com cerceamentos que iam desde a proibição de frequentar os mesmos lugares que os brancos a serem transportados apenas em ambulâncias segregadas, a maior potência mundial do ponto de vista político, bélico e econômico, concede um segundo mandato consecutivo a um negro, filho de um imigrante africano e uma pobre americana branca.
        A forma de governo dos EUA e Brasil são idênticos, regime democrático com presidente da república, governadores nos estados e prefeitos nos municípios. O que difere é a forma de eleições dos governantes, que no Brasil é a população que vota e elege os candidatos e nos EUA os candidatos são eleitos pelos delegados dos Colegiados que são escolhidos através do voto pela população. Mas, ao contrário dos EUA, onde a vontade do povo prevalece, no Brasil ainda persiste a danosa e abominável prática de se utilizar mandatos eletivos para fins meramente econômicos e pessoais.
Evento tão importante quanto a eleição e reeleição de Barack Obama, foram as eleições do operário nordestino Luís Inácio da Silva, no Brasil. O sindicalista e também afrodescendente Lula, contrariando a chamada classe dominante, chegou à presidência da República para transformar e ser referência no modo de se fazer política em todo o mundo, principalmente na América Latina. Uma vitória para um país onde as exclusões e as diferenças sociais são comuns.
Respeitado mundialmente, assim como Obama, Lula também foi indicado a receber o Prêmio Nobel da Paz, por sua luta contra as desigualdades sociais. A partir do seu governo uma quantidade muito grande de pessoas melhorou de vida e alcançou degraus mais altos na escala social da sociedade brasileira. Recentemente a Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro (FGV) divulgou um estudo no qual mostra claramente que a vida de milhões de brasileiros teve uma acentuada melhora nos últimos anos. Milhões de pessoas ascenderam de classes sociais graças às políticas públicas implantadas e implementadas a partir do mandato de um ex-torneiro mecânico.
Enquanto nos EUA existe uma estátua que representa a ‘liberdade iluminando o mundo’, no Brasil um Cristo Redentor simboliza a fé de um povo que passa a usufruir da presença do Estado, com reconhecimentos, afirmações, conquistas e o resgate do sentimento de pertencimento.
Filho de um operário da construção civil (pedreiro), negro e também americano, comemoro as quebras de paradigmas sociais ocorridas ultimamente no mundo, em especial nas Américas e principalmente na ‘latina’, no Brasil.

Sim, nós podemos!

Gervásio Lima
Jornalista e historiador

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