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Ricardo Eletro

UFC* na Saúde pública de Jacobina


Considerado como um dos principais motivos que levaram a não renovação do mandato da ex-timoneira do município de Jacobina, a área da saúde pública volta a ser o assunto da vez na cidade, dado à suspensão do atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) por falta de renovação de convênio entre a Prefeitura e a Associação Jacobinense de Assistência (AJA), mantenedora do Hospital Regional Vicentina Goulart.

De extrema importância, seriedade e alta complexidade, o problema tem preocupado a população que conta apenas com os serviços, ainda que capenga, do nosocômio municipal Antonio Teixeira Sobrinho (HMATS), que mesmo cambaleando volta a ser o principal “socorrista” dos que necessitam de atendimento médico, inclusive de emergência, em Jacobina e região; funcionando como uma espécie de Unidade de Pronto Atendimento (UPA), componente pré-hospitalar que tem proporcionado, onde existe, o estabelecimento de um novo fluxo de atenção às urgências e emergências, no qual tem o papel de garantir referência para toda a rede básica, regulando as internações nos hospitais de referência no Estado.

Observa-se, a partir da publicitação do fato através das mídias impressas, faladas e internet, através de blogs e redes sociais, que o problema caminha para mais um embate político entre os dois grupos que comandam o município a mais de 16 anos. A população, infelizmente, tem sido utilizada, mais uma vez, como massa de manobra de uma birra política que notadamente tem provocado prejuízos sem precedentes ao município. Respostas concretas e responsáveis devem prevalecer, ao contrário de discursos revanchistas e coronelistas daqueles que insistentemente querem sempre ser a vítima, mas que na verdade não passam de algozes.

A Saúde de Jacobina nunca esteve saudável; sempre agonizou. O mais instigante e deveras vergonhoso é que, do final da década de 70 até hoje, todos os prefeitos de Jacobina são da área da medicina. Do prefeito Flávio Mesquita (médico), a Carlito Daltro (médico), Manoel Ignácio (médico), Leopoldo Passos (radiologista), Rui Macedo (médico) e Valdice Castro (assistente social), nada mudou, ao contrário, os problemas aumentaram.

Vivemos um momento ímpar na história política local, a partir da presença do primeiro jacobinense de nascimento na Câmara Federal (amigo do secretário estadual de Saúde) e de governos, nas esferas estadual e federal, comprometidos com o bem estar e melhoria de vida da população. A hora é agora.

Faz-se necessário está na pauta das discussões não somente a celebração de um convênio, como também o de dotar as unidades de atendimento médico existentes na cidade de equipamentos essenciais para o bom funcionamento, assim como a construção de um novo estabelecimento para receber e tratar os doentes com dignidade.

É bom lembrar que tentativas de se criar factoides alimentam a chiste da oposição.


Gervásio Lima - Jornalista e Historiador.

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