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Ricardo Eletro

Tragédia Anunciada: Usuários já haviam denunciado precariedade dos ônibus em Jacobina


Os pneus do ônibus que causou  o acidente, como mostra a foto, estavam bem gastos


Tais Nunes de Amaral, vítima fatal 
Na manhã desta terça-feira (20), principalmente nos programas das emissoras de rádio, choveram críticas contra a precariedade do transporte coletivo na cidade de Jacobina. Os usuários do serviço acusam a empresa Hilla, concessionária do transporte coletivo no município, de negligenciar com a qualidade dos ônibus que circulam no perímetro urbano, suburbano e rural de Jacobina. "São ônibus velhos, caindo aos pedaços, verdadeiras latas velhas que quebram praticamente todos os dias", denuncia Maria Isabel Silva, que reside no povoado de Cachoeira Grande.
Mesmo antes do acidente desta segunda-feira (19), as reclamações já eram tantas que um grupo de presidentes de associações de bairro esteve na Câmara de Vereadores, relatando aos  parlamentares a situação, e pedido que houvesse a  intervenção  do Executivo Municipal junto à empresa concessionária, mas, apesar do alerta, nenhuma medida foi tomada e os coletivos continuaram circulando sem ser fiscalizados. "Na semana passada, num mesmo dia, o ônibus chegou quebrar duas vezes, deixando dezenas de passageiros esperando a chegar de um veículo substituto, que demorou muito para chegar ao local", afirma a aposentada Silvana Souza, residente no bairro da Catuaba. 
"Conversei com o vereador Ramon pedindo ajuda para uma reunião com o prefeito, mas, como estava demorando, solicitei por ofício o espaço do Tribuna Livre da Câmara convidei todos os presidentes de associações e através da Câmara sugeri uma reunião com a empresa, presidentes, vereadores e o prefeito, mas, infelizmente, a morosidade das coisas acontecerem é incrível, pedir até a alguns vereadores que utilizasse o transporte mas nada disso foi feito", relata Maria José Santos Ferreira, Zélia, presidente da Associação do Bairro Jacobina II.
Além da precariedade dos ônibus e falta de fiscalização, os buracos que tomam contam das ruas da cidade, especialmente, em vias importantes como Lomanto Júnior, João Fraga Brandão, Centenário, Raimundo Cedraz e Nossa Senhora da Conceição, também são um desafio para os motoristas. "De tanto ficar tentando desviar dos buracos, quando chegou em casa a noite, estou com o corpo todo quebrado (sic)", relata um motorista que pediu para não identificado. 
Apesar de não oferecer nenhum conforto para os passageiros, o transporte coletivo em Jacobina é um dos mais caros do país, equivalente ao de grandes capitais, como Recife (PE). Ou seja, para viajar uma média de oito quilômetros, o jacobinense paga R$ 2,50, o mesmo valor que um pernambucano da capital  paga para circular 70 km, com direito a baldeação. 
A Câmara de Vereadores de Jacobina deverá se reunir amanhã para tratar do assunto.

Notícia Livre

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