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Ricardo Eletro

Uma verdadeira aberração

Conforme kika Serra, da UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro, em declaração recente em uma revista semanal, “há um mar de indivíduos que não formulam opinião sobre nada. Eles buscam apoios nas redes sociais”; referindo-se ao comportamento daqueles que não possuem um perfil político definido, ou seja, em miúdos, os chamados ‘Maria vai com as outras’, sujeito facilmente influenciado que se deixa ser levado pela opinião de outras pessoas.
Graças à liberdade de fato e de direito conquistada pelo brasileiro após uma nova e inédita visão democrática ser instalada no país e principalmente pelas importantes ferramentas utilizadas para promover o ativismo social e político, como o Facebook e o Twitter e outros meios de comunicação livres de censuras, as informações têm chegado sem cortes. A partir desta constatação, pode se afirmar que se vive um momento não de maior corrupção já vista e sim, de maior exposição midiática da corrupção.
Pauta praticamente permanente dos meios de comunicação, as denúncias contra políticos corruptos são notícias corriqueiras. ‘Vereador presidente de Câmara acusado de superfaturar compras e orçamentos anuais’, ‘Prefeito ficha suja é cassado por ter contas rejeitas pelo TCM continua no cargo’, ‘Deputado baiano é acusado de crime eleitoral’, entre outras manchetes (chamadas), passam despercebidas por ouvintes, telespectadores e leitores.
Recorrendo novamente a mais uma expressão popular utilizada frequentemente, espera-se, verdadeiramente, que “Inês não seja morta”, e as denúncias e os casos de corrupção sejam investigados, publicizados e, principalmente, os culpados condenados. Que aja efetivamente uma solução para o problema, seja com de revisão e, ou, criação de novas leis por parte das autoridades parlamentares e judiciais e pela participação da sociedade a partir de debates, críticas, sugestões e questionamentos.
O país, sem dúvidas avançou em diversas áreas, principalmente no social e na distribuição de renda, mas, infelizmente, a consciência política e a forma de escolha dos representantes políticos ainda precisam avançar, e muito, principalmente na escolha de vereadores e prefeitos, representantes mais próximos dos eleitores.
Pela facilidade de conhecer o comportamento de muitos políticos, os moradores de pequenas cidades verificam mais facilmente a trajetória perversa de alguns desses indivíduos para alcançarem os privilégios, proteção e as facilidades desonestas que decorrem da fama e do poder. Por conta disto, a falta de conhecimento não poderá ser mais a justificativa pelas más escolhas.
É necessário que os representantes sejam escolhidos de forma consciente, séria e madura, para que a frustração, o lamento e o arrependimento, com certeza ocorridos diversas vezes, não aconteçam pela escolha infeliz de políticos e governantes amorais e imorais.
Dizia Platão que o governante deve ter em vista somente o bem público, jamais visar a si mesmo. Será?
Como diz meu irmão Nikolau, que não é Maquiavel:
“Ai mai Jésus, tenha miserica de mai brother”.
Por Gervásio Lima

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