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Ricardo Eletro

Em visita a Jacobina, Soldado Prisco faz duras críticas ao governo Wagner


Vereador Prisco concede entrevista à Rádio Jaraguar de Jacobina
(Reportagem de Solon Cruz - Notícia Livre) - “Não adianta entregar viaturas. O maior problema da polícia é o seu efetivo”. A afirmação é de Marco Prisco Caldas Nascimento, o Soldado Prisco, vereador pelo PSDB de Salvador e coordenador da Associação dos Policiais e Bombeiros do Estado da Bahia (Aspra-BA), em entrevista ao Rota 1310, programa levado ao ar no último sábado(16) pela Rádio Jaraguar AM, de Jacobina. Durante duas horas, o entrevistado respondeu a diversas indagações feitas pelo apresentador Agnelo Guimarães e pelo repórter Solon Cruz, antes de participar de um encontro na Câmara Municipal de Vereadores, para fundar a Aspra em Jacobina e região.
Prisco criticou a política do governo do Estado em relação à segurança pública. Segundo ele, a Polícia Militar da Bahia tem uma carência de 20 mil homens. “Não está havendo o aumento do efetivo, mas, tão somente, a reposição”, explicitou. De acordo com ele, o governo anunciou a convocação de dois mil novos policiais, quando poderia chamar, no mínimo, cinco mil. “Existem cidades no interior da Bahia com apenas três ou quatro policiais. O governo tem que tratar a segurança pública como prioridade; não adianta viaturas sem efetivo”, disparou.
Segundo Prisco, na campanha, o governador Jaques Wagner se comprometeu a priorizar três pilares, um deles, seria a segurança pública, no entanto, “a Bahia é um dos estados mais violentos do Brasil e o nível de estresse do policial é altíssimo. Seis colegas cometeram suicídio este ano.” O militar ressaltou que a polícia baiana é considerada a melhor do país, apesar da falta de estrutura, de valorização e de estímulo. “Nós fazemos polícia por amor, e isso o que tem feito a diferença”, enfatizou.
Prisco criticou duramente o Código Penal Militar (CPM) e defendeu a unificação das polícias. “É um regulamento que escraviza o policial e nos tornam subcidadãos. O sonho da Aspra é desmilitarizar e unificar as polícias.”
Ao se referir à greve da polícia baiana, sob a sua liderança, destacou as conquistas obtidas através do movimento, a exemplo da criação do Grupo de Trabalho (GT) e do pagamento das Gratificações por Atividade Policial (GAP) 4 e 5, mas enfatizou que a grande luta da categoria é a implantação de um plano de carreira, pondo fim a aberrações como a existência de soldados com mais de 20 anos de serviço mesmo estando com uma ficha de comportamento impecável. Notícia Livre

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