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Ricardo Eletro

De que vale ter cabelo liso e as ideias enroladas dentro da cabeça?

“Falácias, somente falácias. Até quando isso?”, interroga um ‘pré-consciente’ e visivelmente culto cidadão a outro não consciente e totalmente inescrupuloso, que na bucha responde: “até a próxima eleição, quando poderemos dar o troco votando naquele que pensávamos que fosse o pior. Aí sim, quero ver a gente não descontar. Ladrão por ladrão, pela dama ou pelo rei, no próximo jogo o peão será o responsável pelo xeque-mate”.
Trocadilhos a parte. Com cultura ou sem cultura, o cidadão, independente do grau intelectual, nas mesmas proporções dos que se acham seres dotados de conhecimentos superiores aos seus semelhantes, possui igualmente os mesmos direitos e, principalmente, deveres e obrigações. Por tanto, o cidadão, no papel de escolhedor oficial de seus representantes, em todas as esferas, deverá sempre lembrar que escolher qualquer um pode ter consequências negativas sérias no presente e no futuro, sendo que depois é tarde para o arrependimento. Daí, “Inês é morta”.
Escolher um péssimo governante pode representar uma vertiginosa queda na qualidade de vida de uma população. Desta forma, é preciso dar mais valor a política, tratando-a com mais seriedade e responsabilidade. Evitando agir por emoção, todo indivíduo deve acompanhar com atenção e critério tudo que ocorre em sua cidade, em seu estado e no país.
Os políticos não são todos iguais, isto é um fato. Existem políticos corruptos, cínicos e incompetentes, este é outro fato. Por tanto, o senso crítico e a capacidade de discernir a partir da razão, sem intermediações tendenciosas, principalmente dos meios de comunicação que se dizem ser ‘a voz do povo’, é um fator essencial para o início das tão necessárias e esperadas mudanças e os importantes avanços. Acompanhar os noticiários, com atenção e critério, para saber o que os representantes dizem o que fizeram ou que irão fazer e o que realmente estão fazendo, já pode ser uma grande ação cidadã. A informação de verdade, se não for a principal, é uma das mais importantes ‘armas’ no momento de qualquer escolha.
Utilizando dos seus direitos e de suas obrigações a população precisa acompanhar de perto, bem de perto, o trabalho dos que confiou a concessão de um mandato, seja ele no Executivo ou no Legislativo. A ausência de fiscalização popular e a forma que são externadas as informações fazem com que sérios crimes de corrupções públicas passem despercebidos e, ou, se tornem algo simplesmente trivial, uma espécie de regra de grupos políticos que se apoderam da disputa pela força eleitoral, em detrimento da moral.
Um bom político, o bom gestor, o ético, o honesto, não é e nem precisa ser necessariamente aquele que dispõe de uma condição financeira diferenciada, aquele que se destaca pela atividade ou função que exerce, ou aquele que possui estereótipos agradáveis. As aparências enganam.
Sejamos pragmáticos.
“De que vale seu cabelo liso e as ideias enroladas dentro da sua cabeça? (Ana Carolina – Implicante)

Por Gervásio Lima
Jornalista e Historiador

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