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Ricardo Eletro

Eu não quero, eu não queria...

É impressionante como algumas pessoas reagem ao ver ou perceber o sucesso dos seus semelhantes. O sentimento de ódio, misturado com ciúmes e a inveja, considerada um dos piores e mais condenáveis pecados capitais, invade literalmente o corpo dos que torcem pelo ‘quanto pior, melhor’, independente do que está se jogando praga venha beneficiar a si próprio.
Numa clara demonstração vexatória de receio por uma provável concorrência, um pequeno e seleto grupo da sociedade tentou deturpar o plausível e necessário Programa Mais Médico’, implantado pelo governo Federal com objetivo de suprir a falta de profissionais médicos em diversas cidades do país, principalmente as localizadas nos interiores mais distantes do norte e nordeste.
Os abastados, que possuem planos de saúde e condições suficientes para pagar consultas, exames e até mesmo internações hospitalares, podem até não perceber a importância do programa, quiçá quando algum empregado e, ou, um familiar do mesmo falta ao trabalho vítima de algum tipo de perturbação da saúde e precisa de atendimento médico para retornar às suas atividades laborais.
“Emprenhados pelos ouvidos”, muitos desavisados, os chamados “maria vai com as outras”, chegaram a acompanhar e aprovar os discursos daqueles que nunca perderam um familiar, um ente querido, pelo simples fato de não ter recebido um primeiro atendimento, uma avaliação médica. Por pouco os brasileiros não perderam um grande programa. Felizmente, o tiro daqueles, principalmente de parte da imprensa televisiva do sul e sudeste do país, saiu pela culatra. O que seria mais uma tentativa de desestabilizar as políticas públicas voltadas para as classes mais necessitadas, está servindo para mostrar aos que torcem contra tudo e todos que não adianta espernear, pois o bem sempre vencerá o mau.
Os médicos cubanos estão contribuindo não apenas para a vida da população, mas, também, com a vida financeira de vários municípios que se viam obrigados a contratar médicos por até 30 mil reais mensais de salário, quando não aderiam à fraudulentos e corruptos grupos de cooperativas.
Prefeitos que até pouco tempo se diziam contra a contratação dos cubanos, brigam para que seus municípios sejam contemplados com o ‘Mais Médicos’, e quando os são, riem à toa.
Os argumentos corporativos contra a vinda e a atuação dos médicos cubanos foram sucumbidos por atos ‘ovacionadores’, festas e alegria por parte daqueles que sabe o que é dormir no relento ou pegar a estrada para se conseguir um atendimento médico.
Sejam bem vindos los amigos cubanos.
Como dizia meu sobrinho para disfarçar uma vontade não atendida:
“Eu não quero, eu não queria”

Gervásio Lima
Jornalista e historiador

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